NO FÓRUM CRIMINAL: Demanda da OAB é atendida e advocacia não terá mais revista discriminatória

Os membros do Conselho Seccional da OAB Roraima receberam nesta segunda-feira (24) uma resposta positiva a uma demanda que a Ordem dos Advogados do Brasil há mais de dois anos tenta solucionar junto ao Poder Judiciário.

Para apresentar a saída encontrada para a revista considerada discriminatória pela advocacia roraimense, o diretor do Fórum Criminal, juiz Breno Coutinho, esteve na reunião do Conselho deste mês para informar a futura forma de entrada no prédio.

Ele informou que uma pequena reforma será necessária para modificar o local de entrada que passará a ser exclusiva para a advocacia e membros da Defensoria Pública. “Nós faremos o deslocamento do estacionamento da advocacia para o lado esquerdo, e abriremos uma porta onde fica uma das salas do Tribunal de Juri. Então será uma nova porta com estacionamento exclusivo para a advocacia e DPE”, explicou o diretor.

Coutinho aproveitou a oportunidade para ressaltar que da parte da diretoria do fórum não existe nenhuma determinação para a revista discriminatória. “Os caminhos não são realmente simples no dia a dia, mas acreditamos que chegamos em um bom termo. Não seria mais uma entrada com todo mundo e o estacionamento também terá ainda mais vagas do que já existem hoje”, completou, ressaltando que nesta entrada fará apenas um controle necessário para garantir a segurança.

O presidente da OAB Roraima, Rodolpho Morais, ao agradecer a presença do diretor do fórum na reunião do Conselho, destacou que o ato demonstra a capacidade do magistrado, e da atual gestão do TJ, presidida pela desembargadora Elaine Bianchi, de compreender as necessidades não só da advocacia mas do jurisdicionado, dos atores do sistema judiciário. “E é nesse sentido que a OAB vem trabalhando. São essas sensibilidades que nos alegra que nos permite cada vez mais avançarmos”, ressaltou.

Ele afirmou que inicialmente a solução encontrada talvez seja a contento da advocacia e lembrou que a demanda é antiga. “Desde que nós iniciamos essa gestão nos deparamos com essa problemática, com essa dificuldade. Temos buscado um diálogo, e que agora a gente recebe uma notícia satisfatória. Teremos uma solução, a curto e médio prazo, a essa questão que aflige a advocacia criminal. Só a experiência vai nos dar essa certeza, mas o caminho do diálogo e busca por uma solução nos demonstra que há uma preocupação da sua pessoa quanto a esse procedimento que a advocacia vive no dia a dia”, destacou.

“Agradeço a presença, nos sentimos acolhidos, fazendo cumprir a disposição constitucional do art 133, de que a advocacia é indispensável à administração da justiça “, concluiu.